segunda-feira, 12 de maio de 2008

Entrevista: O estresse na educação infantil

Entrevista com a psicopedagoga Valdete Rodrigues Cortes

[Estress]: O estresse familiar pode prejudicar na educação da criança?
[Valdete]: O ambiente familiar tranqüilo pode assegurar uma melhor qualidade na educação, visto que o estresse provocado pelos conflitos tira o foco da aprendizagem e o coloca no problema. Isso pode estabelecer um desequilíbrio emocional.

[E]: Quais conseqüências podem ocorrer devido ao estresse constante no meio social da criança?
[V]:
Problemas ligados à socialização, como dificuldades de interagir com outras crianças e baixo rendimento.

[E]: Problemas gerados na infância por causa do estresse podem prosseguir até a adolescência ou a fase adulta?
[V]: Sim. Caso o problema não seja detectado e tratado corretamente pode prosseguir até a adolescência ou a fase adulta ou mesmo surgir como outras formas de patologias.

[E]: Pais ausentes, que vivem trabalhando sempre ou um casal que briga constantemente, pode ajudar na formação de problemas na criança?
[V]: Sem dúvida alguma. A família é o primeiro grupo do qual fazemos parte, portanto é base, o e esteio da nossa formação emocional.

[E]:
Morte de familiares geralmente trazem mudanças no comportamento de uma criança?
[V]:
De uma forma geral, sim, pois as crianças não entendem bem o mecanismo da vida – nascer, crescer e morrer. Mas se a família conseguir explicar bem e ter paciência a criança acaba aceitando o fato.

[E]: O que se pode ser feito para evitar o estresse familiar e indiretamente na educação da criança devido a esse problema?
[V]: Muitas atitudes podem ser tomadas como o acompanhamento constante da criança na escola pelos os pais. Evitar discussões e brigas na frente das mesmas. Procurar primeiro resolver os impasses e depois inserir as crianças no contexto, são algumas delas.

Comentário:

Na entrevista, fica claro que o estresse no meio familiar pode trazer problemas para a criança, acarretando dificuldades de aprendizagem, dificuldade de se relacionar, raiva constante, etc.
O estresse infantil pode ser considerado mais complicado do que um estresse em um adulto, pelo fato do tratamento com uma criança ser mais trabalhoso e depender também de um tratamento com os adultos que convivem com as mesmas diretamente.

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